Nem positiva, nem retrógrada. Educação com equilíbrio. Já ouviu falar?

Não é querer me gabar, mas a verdade é que recebo muitos elogios em relação à educação das minhas filhas; educação esta que acaba refletindo em seu comportamento. Em seguida, alguns me perguntam: como vocês conseguem?

A primeira coisa que preciso dizer é: não existe receita pronta. Não seguimos nenhuma linha específica, tampouco julgamos quem o faz. Buscamos o equilíbrio entre teoria e prática, entende?

Ouço muitas pessoas reclamando da forma rígida como foram criadas. Até aí, tudo bem. Também abomino algumas estratégias humilhantes a que muitos de nós fomos submetidos durante nossa educação. O problema é usar isso como desculpa para abandonar a responsabilidade de educar um filho! Porque isso eu posso afirmar: educar com equilíbrio dá trabalho pra caramba! É sofrido, dói. Sabe quando você apanhou e seu pai ou sua mãe lhe falaram: “Está doendo mais em mim do que em você.”? Pois é verdade.

Calma! Somos contra violência. Não batemos em nossas filhas. Mas aí entra um segundo ponto que eu queria chegar: tem muita gente que se vangloria de não bater em seus filhos, mas usa e abusa de violência verbal, violência psicológica ou abandono. (Preciso fazer outro post somente sobre estes tipos de violência, tão ou mais danosos que a violência física). E aí, sabe o que eu penso? Que estes pais estão perdidos, pois confundem amor com permissividade e não conseguem impor limites aos seus filhos. E falta de limites não é questão de personalidade, é falta de educação mesmo!

Para educar com equilíbrio, você precisa, dentre outras coisas:

1.Conversar (bastante!) com seu parceiro(a) sobre a educação que vocês receberam e refletir sobre as consequências positivas e negativas de cada ponto levantado. Essa conversa não acontece de uma vez só; na verdade ela é constante e pode ressurgir sempre que vocês estiverem enfrentando um novo desafio em família.

2.Ler sobre educação. Sim! Você precisa estudar para exercer um dos papéis mais importantes da sua vida. Comecei a ler na minha gravidez e não parei mais. Até porque para discordar de algo eu preciso saber do que se trata! Não sou especialista em nenhuma teoria, mas sei o que se enquadra no modo de vida de nossa família.

3. Compartilhar responsabilidades. Se possível, com seu parceiro(a); senão, com amigos e familiares. Ninguém é de ferro, mas educar crianças não pode ser um fardo. Meu marido e eu nos ajudamos sempre. Se um está ocupado com algum projeto em particular, ou doente, o outro pega mais firme com as crianças. E vice-versa. Também é válido dividir tarefas e deixar isso bem estabelecido. Se refletirmos sobre a educação machista que recebemos, é compreensível que muitas pessoas (os homens, principalmente) tenham dificuldade em perceber a importância desse compartilhamento das atividades relacionadas à casa e aos filhos.

4. Dialogar com os filhos. Explique para eles o porquê das coisas. As crianças já nascem conectadas e rodeadas de informações por todos os lados. São cada vez mais questionadoras e não aceitam ordens descabidas. Nossas filhas, por exemplo, ficam emburradas quando contrariadas. Uma faz um “bico” enorme e se isola, enquanto a outra desata a argumentar e falar sem parar (ou até cair no choro). Então nós explicamos nossas razões de forma bem objetiva e devolvemos a palavra à elas. Depois disso, cada um lida com as suas emoções e frustrações. Tanto nós, quanto elas. Acredito que este seja o caminho pra desenvolver resiliência.

5.Perdoar e se perdoar. Porque não é possível acertar sempre. Somos pais, porém seres humanos; e caímos em tentação. Por exemplo: às vezes estou tão cansada que troco um passeio em família por um passeio pela Internet, navegando em redes sociais. Isso não é legal; existem muitas crianças que estão abandonadas mesmo em companhia dos pais. Mas eu me perdoo, porque isso não é constante. E procuro ser melhor na próxima vez. Também procuro admitir meus erros para elas e peço desculpas. Eu acho respeitoso admitir quando erramos. E crianças devem ser respeitadas.

Bem, estas são apenas algumas dicas sobre como eu e meu marido fazemos para educar nossas filhas com equilíbrio. Certamente não somos os pais perfeitos, nem nosso forma de educar é uma receita de sucesso. Mas tem funcionado em nossa família e talvez possa servir pra ajudar a sua.

Abração da Lola.

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